home

search

42 |⭐️| Segredos e Conspirações

  ??────── ?? ──────??

  No caminho, Samuel e o Alfa caminhavam lado a lado, o som de folhas sob seus passos preenchia o ar. Ambos mantinham a aten??o ao redor, mas suas palavras fluíam em uma conversa que parecia pesar mais que o ambiente ao redor.

  — Você disse que a rainha ficou alterada quando descobriu o espi?o — come?ou Samuel, quebrando o silêncio. — N?o acredito que ela tenha ficado assim só por causa disso. Ela jamais demonstrou tanto desconforto nem mesmo quando a alcateia foi atacada.

  O Alfa suspirou, lan?ando um olhar para Samuel.

  — Eu suponho que a rea??o dela tenha sido diferente por outro motivo. Tenho certeza de que ela ficou assim porque atacaram você. N?o há outra explica??o.

  Samuel soltou uma risada cínica.

  — Se importar comigo? — Ele balan?ou a cabe?a. — Ela só se importa porque eu sou importante para ela no sentido prático. Se eu n?o fosse, ela nem se daria ao trabalho de notar se eu estivesse morto agora.

  O Alfa parou por um momento, olhando diretamente nos olhos de Samuel antes de responder.

  — N?o fale assim, Samuel. Você é importante, n?o apenas para ela, mas para todos nós. Já te expliquei o tanto que ela fez e ainda faz pela alcateia. A rainha reconhece o que você representa.

  Samuel desviou o olhar para a trilha à frente, apertando os punhos.

  — Reconhece o que eu represento... — murmurou, com um tom de descren?a. — Sei. Até parece que ela ligaria para um humano como eu se n?o tivesse algo a ganhar com isso.

  O Alfa franziu a testa e sua voz saiu mais firme desta vez.

  — N?o importa se você é humano, Samuel. Você é parte da nossa alcateia. Mesmo que n?o tenha nascido como um de nós, você é da nossa família. E isso é mais do que suficiente.

  Samuel permaneceu em silêncio por alguns instantes, digerindo as palavras do Alfa. O peso em seu peito parecia aliviar um pouco, embora ele ainda mantivesse a express?o séria.

  — Família... — repetiu baixinho, quase como se testasse a palavra em seus próprios lábios.

  O Alfa esbo?ou um pequeno sorriso, percebendo o impacto de suas palavras.

  Enquanto caminhavam, Samuel e o Alfa come?aram a sentir a energia do local mudar. A brisa parecia mais carregada de inten??es, e a luz que passava pelas copas das árvores os envolvia com um brilho quase divino.

  — Estamos perto — comentou o Alfa, mantendo o tom baixo, como se a própria natureza exigisse respeito.

  — Este lugar... — Samuel murmurou, observando as flores luminescentes que pareciam respirar em sincronia com o ambiente. — é completamente diferente da nossa alcateia. Tem um ar mais... mágico.

  O Alfa lan?ou um breve sorriso

  — é aqui que os assuntos mais importantes s?o discutidos. Este lugar reflete a conex?o dos lobos com a Deusa da Lua.

  Logo, a trilha terminou, revelando uma clareira encantadora. árvores altas e imponentes formavam um círculo perfeito, suas raízes entrela?adas ao redor de uma lagoa cristalina. Pedras cobertas de musgo brilhavam suavemente, e flores etéreas preenchiam o ar com uma fragrancia calma e envolvente. Era como estar em um templo natural, um espa?o sagrado que parecia existir fora do tempo.

  Samuel e o Alfa entraram na clareira, onde outros alfas e vices já estavam posicionados, em completo silêncio, como se cada palavra fosse um distúrbio indesejado. O ambiente, embora sereno, carregava uma tens?o palpável.

  De repente, o silêncio foi quebrado por uma figura que emergiu da névoa ao redor. Um lobo negro angélico surgiu, sua presen?a irradiando luz e imponência. Suas asas delicadas, mas imensas, brilhavam como o céu estrelado, e sua voz ressoava como um eco divino.

  — Aten??o, alfas e vices! — anunciou o lobo angélico, sua voz profunda preenchendo cada canto da clareira. — Eu vos anuncio a chegada de vossa rainha.

  Todos os presentes, incluindo Samuel, se alinharam, esperando pela apari??o da soberana.

  — Curvem-se diante de Sua Majestade, filha da Deusa da Lua, portadora de nossa luz e guardi? da esperan?a!

  Ao comando, um portal se abriu no centro da clareira. Um brilho prateado tomou conta do ambiente, e a rainha surgiu majestosamente. Sua figura exalava poder e gra?a; um manto prateado caía de seus ombros, brilhando como a luz do luar. Seus olhos pareciam enxergar além da realidade, e sua aura pesava sobre todos como uma onda invisível.

  If you discover this tale on Amazon, be aware that it has been unlawfully taken from Royal Road. Please report it.

  Todos os presentes, até mesmo o lobo angélico, inclinaram-se profundamente em sinal de respeito. Samuel seguiu o gesto, mas em sua mente deixou claro que fazia isso apenas por considera??o ao Alfa ao seu lado.

  A rainha avan?ou lentamente até o centro da clareira, sua presen?a impondo silêncio absoluto. Seus lobos angélicos a acompanharam, formando uma guarda ao seu redor. Com passos graciosos, ela alcan?ou seu trono, esculpido em pedra e adornado por flores que se iluminavam com sua proximidade.

  Ela se sentou com a postura de alguém que carrega o peso de um reino sobre os ombros. Seus olhos percorreram cada rosto presente, avaliando, ponderando, antes de finalmente falar.

  — Levantem-se — ordenou ela, sua voz serena, mas cheia de autoridade.

  Os lobos se ergueram, seus olhares voltados para a rainha, aguardando o início da reuni?o. A clareira, que antes parecia mágica e calma, agora era palco de uma tens?o quase palpável, cada respira??o pesada de expectativa.

  — Agrade?o por atenderem ao meu chamado — come?ou a rainha, sua voz ecoando pela clareira como um murmúrio de vento. — Muito foi discutido nos últimos dias sobre os perigos que enfrentamos. Hoje, devemos trazer à luz verdades ocultas e decidir os passos que dar?o forma ao nosso futuro.

  Ela fez uma pausa, seus olhos brilhantes pousando em cada um dos presentes. Quando seu olhar encontrou o de Samuel, ele manteve sua postura firme, mesmo sentindo o peso da presen?a dela.

  — Um espi?o foi descoberto em nosso território — continuou a rainha. — Um traidor que caminhava entre nós, mas que n?o pertence ao nosso povo. Ele trazia consigo segredos que, caso chegassem aos ouvidos errados, poderiam condenar n?o apenas esta alcateia, mas também outras que confiam na nossa prote??o.

  A clareira mergulhou em silêncio absoluto, exceto pelo leve farfalhar das folhas. O lobo angélico ao lado da rainha cerrou os dentes, sua fúria evidente no brilho de seus olhos.

  — Quando soube que ele havia sido eliminado — prosseguiu a rainha, seu tom firme, mas com um leve tra?o de tristeza —, investiguei mais a fundo. Descobrimos que este homem, um humano, era um informante. Ele trabalhava para aqueles que desejam destruir o que construímos, apagar nossa luz e espalhar o esquecimento, os ca?adores.

  Samuel franziu levemente a testa, sem desviar o olhar dela. Ele sabia de quem a rainha falava: o homem que ele mesmo observou na floresta. Mas como ela sabia disso?

  Um murmúrio baixo come?ou a se espalhar entre os alfas e vices presentes, enquanto o lobo angélico, claramente irritado, deu um passo à frente, sua voz carregada de indigna??o.

  — Com todo respeito, Majestade, esse humano n?o deveria estar aqui. Como podemos confiar que ele n?o fará a mesma coisa que aquele humano?

  O tom do lobo angélico cortava o ar como uma lamina, mas Samuel permaneceu impassível. Ele ergueu o olhar para o lobo, encarando-o com uma tranquilidade desafiadora.

  A rainha inclinou levemente a cabe?a, seus olhos brilhando com determina??o.

  — Eu confio no que vejo — respondeu ela com firmeza. — E o que vejo é alguém que arriscou sua própria vida para proteger o que acreditamos. Samuel pode ser humano, mas provou ser mais lobo do que muitos de nós.

  O lobo angélico apertou os dentes, mas n?o retrucou. O silêncio voltou a dominar o espa?o, enquanto todos esperavam que a rainha continuasse.

  — Além do espi?o, soubemos de algo ainda mais grave — ela prosseguiu. — Um lobo se infiltrou em nossa alcateia. N?o sabemos sua identidade ainda, mas ele está aqui para nos dividir e distrair enquanto algo maior é planejado.

  Um dos alfas, hesitante, ergueu a pata e perguntou:

  — Como assim "algo maior"?

  A rainha respirou fundo antes de responder:

  — Esse é o principal motivo da minha vinda até aqui. Por informa??es obtidas e boatos que chegaram até nós, descobrimos que os ca?adores est?o elaborando um plano definitivo contra nós, lobos. Eles sabem que todas as alcateias est?o reunidas e consideram isso uma desvantagem para nós.

  — N?o sabemos se isso é apenas uma estratégia para nos amedrontar ou se realmente est?o organizando algo dessa magnitude. Mas devemos nos manter em alerta. N?o podemos subestimar nossos inimigos.

  O murmúrio entre os lobos cresceu, carregado de preocupa??o. Apesar de confiarem na prote??o da rainha, sabiam que os ca?adores eram um inimigo formidável.

  — E se eles nos atacarem todos juntos? — indagou Lumaris, com a voz marcada por incerteza. — Eles s?o muitos em compara??o a nós. N?o poderíamos resistir a um ataque dessa escala.

  A rainha ergueu o queixo, sua postura altiva e imponente.

  — Eles acreditam que estamos vulneráveis por estarmos reunidos, mas é exatamente o oposto — ela afirmou, sua voz carregada de convic??o. — Somos mais fortes juntos. Se eles vierem, estar?o enfrentando um exército unido pela mesma causa, e isso será o erro deles.

  A clareira voltou ao silêncio, a tens?o aliviada apenas pela for?a nas palavras da rainha.

  Ela ent?o se virou para o lobo angélico, sua express?o séria e determinada.

  — Prepare a alcateia para qualquer ataque — ordenou, sua voz firme cortando o ar. — Mandarei alguém interrogar o lobo infiltrado. Quero respostas o quanto antes.

  O lobo angélico acenou com a cabe?a em obediência, mas seu olhar continuou fixo em Samuel, carregado de desconfian?a.

  Antes de encerrar a reuni?o, a rainha caminhou em dire??o a Samuel, estendendo a pata com um pequeno cristal azul que flutuava levemente, envolto por uma aura brilhante.

  — Tome isso, Samuel — disse ela, sua voz mais calma, mas carregada de autoridade. — Como você conquistou a confian?a de grande parte da alcateia, quero que seja o responsável por interrogar o lobo infiltrado. Se precisar falar comigo, pressione este cristal. Ele foi encantado para alcan?ar minha presen?a.

  Samuel aceitou o cristal sem hesitar, mas seu olhar permaneceu atento. Ele o observou brevemente antes de guardá-lo no bolso.

  — Agrade?o, Majestade — respondeu ele, a formalidade evidente em sua voz, embora sem entusiasmo. Em sua mente, a desconfian?a sobre a rainha ainda o rondava.

  Enquanto os lobos come?avam a se dispersar, o lobo angélico permaneceu imóvel, lan?ando um olhar de ódio em dire??o a Samuel. Seus pensamentos ferviam com raiva e inten??o.

  — Ele n?o merece estar aqui — murmurou para si mesmo, cerrando os dentes enquanto caminhava lentamente em dire??o à rainha. — Isso n?o vai ficar assim.

  ??────── ?? ──────??

Recommended Popular Novels