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Capítulo01 Avô

  No Império Asthorn

  Ao sul da cidade de Melinor, no bairro inferior conhecido como Rua dos Prazeres, o bar Osbor fervilhava com fuma?a, bebida e gritaria. Em uma mesa encardida, quatro homens jogavam cartas. Entre eles, um jovem de aproximadamente 22 anos sorria com desdém.

  - Ganhei de novo... parece que hoje eu estou com muita sorte - disse Malcon enquanto sorria.

  - Como isso é possível... - disse um dos homens, Calvin, perplexo com a sorte de Malco.

  - Seu maldito, você está roubando, n?o tem como alguém ter tanta sorte assim - disse Hugo inconformado com a sequência de vitórias de Malcon. O último homem, Robert, ficou em silêncio.

  - Ah, o que posso dizer, hoje eu acordei com o pé direito - Malcon disse enquanto pegava todo o dinheiro da mesa e colocava nos bolsos de sua jaqueta e, assim que o fez, o homem que tinha permanecido quieto sussurrado algo em uma língua estranha e ent?o Malcon sente seu corpo paralisar momentaneamente e ent?o as cartas que estavam ocultas se mostram e o homem diz - eu sabia que você estava trapaceando, você trouxe cartas preparadas e as trocava no meio da partida usando oculta??o. - logo após dizer isso ele desferiu um golpe com sua espada em Malcon que estava paralisado, mas ele conseguiu escapar da paralisia no último segundo e desviou do golpe, porém, ainda sofreu um corte que foi do ombro esquerdo até o peito, saltando para trás. Os três o seguiram. Calvin estendeu a m?o e lan?ou uma rajada de gelo. Hugo abriu as m?os em dire??o a malcon e o fechado intensamente, o que envolve lentid?o. Robert preparava outra paralisia.

  - Droga - Malcon xingou e logo após sentir uma sensa??o de perigo extremo que o arrepiar e instintivamente desviou para o lado esquerdo onde havia uma feira e uma multid?o de pessoas e enquanto corria em dire??o à multid?o ele trope?a, sentindo uma dor em seu pé, ele olhou para baixo e viu que, apesar de desviar do ataque, havia sofrido um ferimento no pé, do dedo mindinho até o gancho, era possível ver a carne, ele rapidamente come?ou o processo de regenera??o, mesmo que n?o teve tempo o suficiente para uma cura completa, pretendia se curar somente ao ponto de conseguir andar, foi quando os 3 homens trouxeram em sua dire??o com sorrisos no rosto, Malcon olhou para a multid?o e come?ou a gritar

  - Socorro, bandidos, eles est?o tentando me roubar, alguém me ajude, por favor - Gritando anormalmente alto, ele esperava gerar uma como??o e ter a chance de escapar no caos, mas para sua surpresa havia um membro do exército que estava em patrulha e, ao ouvir o grito de socorro se dirigido ao local rapidamente e viu Malcon.

  - Malcon, Calvin, Hugo e Robert, que sortearam 4 procurados em um só lugar. - disse o capit?o do exército de Melinor, Belgor.

  - Droga, parece que você encontrou com o pé direito mesmo - disse Robert olhando para Malcon com desgosto.

  - Acho melhor deixarmos isso de lado por enquanto e nos unirmos para enfrentar esse capit?o - Malcon buscava uma coopera??o para uma luta 4 contra 1.

  - Boa tentativa, mas nos separarmos e fugirmos cada um para uma dire??o é a melhor op??o, que sofra quem teve o azar de ser perseguido por Belgor - Calvin sorriu para Malcon enquanto corria para uma dire??o e os outros come?aram a correr para uma dire??o diferente dos outros. - Malditos. - Malcon xingou enquanto corria também, esse tempo que ele ganhou foi o suficiente para o ferimento em seu pé curar o suficiente para ele poder correr, o ferimento em seu ombro já estava completamente curado.

  - N?o adianta correr, hoje você n?o escapa. - Belgor demonstrava uma express?o fria sorrindo e animado por ter encontrado Malcon e ter a chance de pegá-lo iniciando uma persegui??o.

  - Qual é Belgor, já faz anos, n?o acredito que você ainda guarda mágoas - Malcon estava surpreso e indignado com seu azar por encontrar logo Belgor, entre tantos outros do exército que poderia encontrar, encontrou um capit?o que nutria um rancor profundo por ele.

  Tentou fugir para as ruas populosas de Melinor para escapar entre a multid?o mas era impedido com um ataque com for?a total, impedindo-o de seguir seus planos. Ambos corriam sobre telhados. Pulavam entre as casas, fazendo com que telhas caíssem na rua assustando quem assistia a cena.

  - Ainda que fossem 10, nunca vou me esquecer... eu a amava e você... você estragou tudo - Belgor cerrou os punhos em fúria enquanto perseguia Malcon.

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  - Eu já disse que eu n?o sabia que ela estava casada com você - Malcon tenta apelar pro lado lógico de Belgor.

  - Cala a boca - Belgor lan?ou um ataque, um raio que perfurou o abd?men de Malcon saiu de sua m?o, deixando um buraco em seu abd?men, ele cuspiu sangue, o ferimento fazendo com que seus movimentos se tornassem cada vez mais lentos.

  - O que está fazendo, está realmente tentando me matar ? N?o cometi nenhum crime punível com a morte, você n?o pode me matar. - Malcon questionou enquanto fugia.

  - Droga, ele está me guiando para algum lugar muito possivelmente desabitado. Que droga, por que isso está acontecendo comigo agora? - Ele suspirou, com a m?o direita na ferida do abd?men.

  - Droga, n?o acredito que vou fazer isso de novo, depois de hoje, sobrará um. - Malcon pulou e seguiu em dire??o a uma floresta a frente. Parou em um local relativamente espa?oso entre as árvores e virou-se para Belgor que estava o perseguindo firmemente.

  Finalmente desistiu de fugir e decidiu aceitar seu destino ? - Belgor, apesar de estar provocando, foi cauteloso, afinal Malcon nunca havia sido pego até o momento, provando que ele tinha habilidade.

  - Belgor, n?o há necessidade de ir t?o longe por conta de um assunto t?o trivial - Belgor, irritado o interrompe - Trivial ? TRIVIAL ? Eu fui ridicularizado. - Belgor lembrou do passado, enquanto patrulhava ouvia moradores sussurrar - é ele, ne ? o capit?o que teve sua mulher tomada por um fugitivo ? - Outro morador que estava no meio da conversa disse - Ouvi dizer que ele n?o conseguiu satisfazer sua mulher. - um velho sussurrou - Eu ouvi que apesar de ter grande poder... outras coisas n?o acompanharam - Belgor voltou a si. - Você tem ideia do que é isso ? Minha dignidade foi reduzida a nada.- Seus olhos ficaram vermelhos. - As pessoas olhavam para mim, riam e fofocavam - O ódio estampado em sua express?o, veias pulsando em sua testa e raios pretos come?aram a sair de seus olhos.

  - Esse é o problema ? é sério ?. - Malcon demonstrava surpresa com o que Belgor disse. - Ela ter se matado depois disso está tudo bem ? - Ele demonstrava desgosto pela atitude de Belgor.

  - AH, vai se fuder, n?o fale como se ela importasse para você. Se ela n?o tivesse se matado, EU a teria matado. Aquela cena me assombra até hoje. - Belgor se lembrou de quando pegou os dois. - e também você sabe que ela só se matou por medo da puni??o das leis imperiais. - O corpo de Belgor come?ou a emitir raios, prestes a atacar Malcon quando o viu sorrir, o que o deixou cauteloso.

  - O que, porque ele está sorrindo ? - Quando piscou, Malcon havia sumido, foi como se nunca tivesse estado lá desde o come?o. Os olhos de Belgor estavam expelindo raios pretos de raiva, em sua fúria liberou raios destrutivos, que foi suficiente para destruir 300 m de floresta ao seu redor e andou para fora da floresta.

  - Como ele conseguiu desaparecer ? - Pensando e analisando a situa??o ele chegou a uma conclus?o. - Por isso que ele nunca foi capturado. Ele ficou tagarela por bastante tempo, isso talvez signifique que essa habilidade demore algum tempo para ser concluída. - Ele estava irritado, n?o esperou que malcon simplesmente desaparecesse, suas teorias primárias apenas o fez perceber que ele era apenas bom demais em fugir, se soubesse dessa habilidade ele tinha certeza de que conseguiria matá-lo.

  - Desgra?ado, tomarei nota disso na próxima vez que o vir de novo. - Belgor estava determinado a acabar com Malcon que usava uma estratégia, cometia atos relativamente pequenos, logo os seus perseguidores eram pouco habilidosos e quando surgia alguém habilidoso ele se escondia e ganhava tempo para ativar o artefato, fazendo com que eles n?o levassem em conta uma habilidade de teletransporte e apenas uma velocidade extrema.

  No meio de uma floresta nos arredores de Melinor, era relativamente próximo ao local que estava anteriormente, tinha uma caverna e dentro dessa caverna estava Malcon. Ele colocou as m?os no bolso da jaqueta e percebeu que o bolso que ele havia guardado o dinheiro ganho havia sido destruído com o ataque que perfurou seu abd?men.

  - O que ? Belgor... filho da puta, o ataque dele destruiu meu t?o suado dinheiro. - Ele cuspiu sangue e tirou a jaqueta para ver a ferida, apesar de estar se curando, sendo o ataque de um capit?o, era extremamente lento a sua recupera??o. Ele tirou seu colar, que restava apenas um resquício de um brilho. - Só tenho mais um uso para ele, devo tomar mais cuidado a partir de agora... Tenho que fazer novos documentos de identifica??o. -

  Suspirou e murmurou - Av?, quem eu deveria esperar e por quanto tempo ? ? - Ele se lembrou de seu av? enquanto pressionava a ferida e olhava para uma fenda acima que entrava um resquício de luz da noite. Seu av? tinha uma estatura média de 1,75 m, era musculoso, sua barba era cheia e n?o tinha cabelo na cabe?a, do lado esquerdo de sua cabe?a havia uma tatuagem era um triangulo, em que cada ponta do triangulo tinha um símbolo e dentro do triangulo havia uma seta circular que, seguindo a lógica deveria acabar onde ela come?ou, mas essa era diferente, ela acabava antes de chegar ao início.

  - Doan, n?o tenho muito tempo sobrando, eu quero que você fa?a algo por mim... - o verdadeiro nome de Malcon era Doam. Quem estava falando com ele era seu av?, Vermont. Ele estava em pé na frente de casa enquanto olhava para seu neto, com um sorriso no rosto.

  - Do que está falando você parece bem para - Vermont o interrompido

  - Doam, apesar de meu corpo estar bem, você sabe muito bem que meu problema n?o é algo normal, você deve ir até o Império Asthorn e esperar lá. - Doan ficou confuso - Esperar? Esperar pelo que? você nem ao menos me disse o seu problema, como eu conseguiria ajuda ? -

  - Ainda n?o está na hora de você saber, mas, em Asthorn alguém vai te procurar, apenas espere - Vermont come?ou a se desintegrar lentamente na frente de Doan.

  - Como eu vou saber quem é? Como saberei que n?o é alguém fingindo ? - Doam olhou para baixo em questionamento quando falou seu rosto e viu que seu av? estava se desintegrando lentamente - Av?... - disse Doam, enquanto tentava permanecer calmo, mas, seus lábios tremiam e de seus olhos escorriam lágrimas incessantes. Se lembrou de sua infancia com seu auxílio lhe ensinando a lutar, lhe dando e ensinando a usar os próprios poderes. Se lembrou dele e seu av? num jardim cheio de flores caminhava enquanto ele brincava e sorria, correndo até seu av? e perguntas.

  - Avó, onde a gente tá? - Perguntou o pequeno Doan curioso com o ambiente belo em que estava.

  - Esse é um jardim que eu mesmo criei, cada planta e flor que você vê foi eu que criei - Disse gentilmente o av? enquanto agachava e acariciava as bochechas de seu neto.

  - UAUUUU - disse a crian?a Doan com seus olhos brilhando enquanto corria pelo belíssimo jardim. Os olhos ficaram a se encher de lágrimas, foi quando Doam acordou de sua transe e come?ou a solu?ar e ouviu seu av? dizer - O que vem pela frente é extremamente perigoso, você deve ter cuidado e confiar nas pessoas certas, para assim conseguir superar - antes que pudesse terminar ele havia se desintegrado por completo.

  De volta à caverna, ao sair de seu transe momentaneo.

  Ao suspirar ele disse - Já fazem 4 anos, quanto tempo mais terei que esperar? Talvez eu quem n?o tenha percebido ? N?o, ninguém me procurou, ent?o ainda n?o aconteceu. - Ele se deitou em uma cama que ele mesmo havia feito com peles de animais, e se cobriu com uma cobertura de pele de urso feita também por ele mesmo e adormeceu.

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